Para Andressa Zulmira Berloto, a Cannabis medicinal deixou de ser uma possibilidade distante para se tornar parte concreta da rotina familiar. Hoje, ela e o filho, R. A , fazem uso do tratamento — uma escolha que, segundo ela, transformou o cotidiano dentro de casa. Seletividade alimentar e resistência ao contato O menino é uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte, e não verbal.
Antes do início do tratamento com Cannabis, Andressa descreve uma rotina marcada por desafios intensos. O filho apresentava resistência ao contato físico, recusava abraços e beijos e tinha uma seletividade alimentar severa. “Era tudo muito difícil no dia a dia”, relata. A família chegou a tentar outros medicamentos, mas sem sucesso.
Segundo Andressa, uma das medicações prescritas causou efeitos adversos importantes, incluindo piora no comportamento e episódios de irritação. “Ele teve um efeito rebote, além de dores de cabeça. Não estava fazendo bem”, conta a mãe. Cannabis medicinal como suporte no cuidado Foi nesse contexto que surgiu a decisão de buscar a Cannabis medicinal como alternativa.
A introdução do tratamento, combinada às terapias, trouxe mudanças progressivas e, para a mãe, significativas. “Ele começou a dormir melhor, ficou mais calmo. Mas o que mais me marcou foi quando meu filho passou a me permitir mais contato”, conta. O que antes parecia inalcançável (como receber um abraço) passou a fazer parte da rotina.
Andressa reforça que não se trata de uma solução imediata ou isolada, mas de um processo construído com acompanhamento e múltiplas abordagens. Ainda assim, destaca o impacto na qualidade de vida da família. “Hoje, eu vejo meu filho mais tranquilo. A gente tem mais paz dentro de casa.” Leia também: “Não é milagre. É constância.
E a constância vale mais do que qualquer coisa”, Renata Sitta Para Andressa Zulmira Berloto, uma solução possível vale mais que qualquer estigma Apesar dos avanços, ela relata enfrentar certos estigmas em relação ao uso da Cannabis. Para Andressa, no entanto, a experiência prática fala mais alto. “Quando é seu filho, você não busca opinião — você busca solução.
Não é sobre acreditar, é sobre ver acontecer.” Além do filho, ela também utiliza Cannabis medicinal no manejo de dor crônica, ampliando a relação da família com o tratamento, mas isso é só cabe em um novo relato mais detalhado que será publicado em breve. “Cada mudança que eu vi dentro da minha casa me fez entender. A Cannabis trouxe qualidade de vida para nós”, finaliza. Importante!
O uso de produtos à base de Cannabis no Brasil é autorizado mediante regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e requer prescrição médica. A recomendação desse tipo de tratamento deve ser feita por um profissional, que avalie as necessidades específicas de cada paciente e acompanhe a evolução clínica de forma individualizada, e isso é primordial para a segurança (e eficácia) desa abordagem!
No portal Cannabis & Saúde, é possível encontrar médicos com experiência na prescrição de canabinoides e agendar consultas para orientação e acompanhamento adequado.
