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Mia: gata com doença inflamatória intestinal tem melhora no pelo e na função renal com a Cannabis

Cannabis & Saúde 17/03/2026 22:57

A história da Mia, uma gata com doença inflamatória intestinal tratada com Cannabis medicinal, chama atenção por dois aspectos que surgiram quase ao mesmo tempo: a recuperação do pelo e a melhora de parâmetros clínicos importantes após o início do tratamento. Felina sem raça definida, com aproximadamente 12 a 13 anos, ela passou a apresentar essas mudanças ao longo do acompanhamento veterinário.

Diagnosticada com doença inflamatória intestinal, condição que pode causar vômitos, diarreia e alterações sistêmicas, Mia já vinha sendo acompanhada com tratamento convencional. Mas foi após uma complicação grave em 2024 que o quadro se tornou mais delicado. Um quadro grave e as primeiras sequelas No meio de 2024, Mia enfrentou um episódio severo de saúde que exigiu internação por três dias.

A partir desse evento, surgiram alterações persistentes no organismo — especialmente no intestino. “Depois disso, ela ficou com uma alteração intestinal importante”, relata a tutora, Raquel Lima. Além dos sintomas digestivos, outro sinal chamou atenção: uma perda significativa de pelos, principalmente nas patas traseiras e na região abdominal.

O tratamento convencional e suas limitações O manejo inicial da doença inflamatória intestinal foi feito com abordagem tradicional, incluindo o uso de corticoides. Segundo Raquel, houve uma melhora parcial do quadro clínico.

“Ela estabilizou um pouco, mas não totalmente.” Ao mesmo tempo, surgia outra preocupação: os exames indicavam que a função renal estava no limite para insuficiência renal, um fator que exige cautela no uso prolongado de certos medicamentos. Além disso, a condição da pelagem não melhorava.

“O pelo dela só piorava.” Foi nesse contexto que surgiu a decisão de buscar uma alternativa que pudesse ajudar tanto no controle da inflamação quanto na possibilidade de reduzir a carga de medicamentos. A introdução da Cannabis medicinal A Cannabis medicinal foi incorporada, com a prescrição da médica-veterinária Dra.

Nicoli Beneditto, ao tratamento com dois objetivos principais: auxiliar no controle da doença inflamatória intestinal e tentar reduzir a necessidade de corticoides. O início do uso trouxe respostas rápidas — e algumas delas inesperadas.

A recuperação dos pelos em poucas semanas Uma das primeiras mudanças percebidas foi na pelagem.  “A coisa mais impressionante foi o pelo.” Segundo a tutora, em cerca de dois meses, Mia já apresentava uma recuperação evidente. “Ela ficou toda peludinha de novo.

O pelo voltou mais macio, mais brilhante.” Embora com uma leve mudança de tonalidade, a qualidade da pelagem melhorou de forma significativa — algo que, até então, não havia respondido ao tratamento convencional. Melhora da função renal Outro ponto que surpreendeu foi a evolução dos parâmetros renais.

Mia já apresentava, há anos, valores no limite superior da normalidade — próximos de um quadro de insuficiência renal. Após o início da Cannabis, houve mudança nos exames. “A creatinina baixou. Foi a primeira vez que ficou abaixo de 1.” Para a tutora, esse foi um dos momentos mais marcantes de todo o processo. Ajustes no tratamento Com a melhora inicial, houve uma tentativa de reduzir a dose do corticoide.

No entanto, a diminuição levou ao retorno de alguns sintomas gastrointestinais, como episódios de diarreia. Diante disso, a decisão foi manter o tratamento combinado: medicação convencional e o uso contínuo da Cannabis medicinal O objetivo passou a ser a estabilidade clínica a longo prazo. Um ano depois: quadro estável e qualidade de vida Atualmente, Mia está há cerca de um ano e dois meses em uso diário de CBD.

Desde então, o quadro clínico permanece controlado: a doença intestinal está estável, a função renal equilibrada, o peso adequado e a pelagem saudável. As crises de vômito são raras e, segundo a tutora, geralmente associadas a episódios em que a gata sai da dieta específica indicada para o intestino. “Ela está ótima.

Muito estável.” Comportamento e rotina Apesar da doença, Mia nunca apresentou grandes alterações de mobilidade ou perda de apetite — características que se mantiveram ao longo do tratamento. O que mudou, segundo Raquel, foi a disposição geral. Hoje, Mia apresenta um nível de atividade considerado alto para a idade.

“Ela tem um nível de brincadeira incrível para um gato idoso.” Entre todas as mudanças, dois pontos marcaram mais a experiência da tutora: a recuperação da pelagem e a melhora da função renal. “Foi algo que deu para ver claramente nela.” Com anos de experiência cuidando de gatos, Raquel relata que passou a indicar que outras pessoas conversem com veterinários sobre a possibilidade do uso da Cannabis medicinal.

“Foi algo que realmente me surpreendeu.” Hoje, Mia vive com uma condição crônica que exige acompanhamento contínuo, incluindo exames e controle clínico regular. Mas, dentro desse cenário, apresenta estabilidade, apetite e qualidade de vida. Para a tutora, o impacto do tratamento é claro. “Ela está muito bem”, finaliza. Importante!

A trajetória da Mia evidencia como, diante de quadros complexos e respostas limitadas aos protocolos tradicionais, a medicina veterinária começa a abrir espaço para abordagens complementares mais amplas.

A Cannabis medicinal surge, nesse contexto, não como substituição imediata, mas como uma ferramenta que pode integrar estratégias terapêuticas com foco em equilíbrio sistêmico e acompanhamento contínuo, sempre pensando no bem-estar e qualidade de vida do animal. Para profissionais que desejam entender melhor esse campo (cada vez mais presente na prática clínica) o aprofundamento técnico é essencial.

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Créditos: Cannabis & Saúde.