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“Antes eu sobrevivia. Hoje eu consigo viver”: paciente relata uso de Cannabis medicinal no tratamento do Parkinson

Cannabis & Saúde 15/04/2026 20:19

O diagnóstico de Parkinson aos 36 anos interrompeu de forma brusca a rotina de André Gubolin. Ativo, acostumado a trabalhar o dia inteiro e a se dedicar à música desde jovem, ele viu o próprio corpo mudar em poucos meses. “Eu comecei com um tremor no dedo que nunca tive. Depois vieram as dores, a perda de força… e aquilo foi só aumentando”, lembra. Os sintomas surgiram após um acidente de trabalho.

Durante o período de recuperação, o que parecia pontual começou a se transformar em algo mais persistente, até a confirmação do diagnóstico, feita por avaliação clínica. Impacto do diagnóstico e desafios com o tratamento Além das limitações físicas, o impacto emocional foi imediato. André descreve o período após o diagnóstico como um dos mais difíceis. “Eu entrei em um luto.

Você começa a procurar informação e só encontra coisa ruim. Parece que sua vida acabou ali.” O tratamento convencional para o Parkinson foi iniciado logo em seguida, com uso de múltiplos medicamentos ao longo do dia. Apesar de algum alívio inicial, os efeitos eram temporários e acompanhados de efeitos colaterais. “O remédio ajudava por algumas horas, mas depois tudo voltava.

E cada vez precisava de mais.” Baterista desde a adolescência, André teve que se afastar completamente da música após o avanço dos sintomas. “Eu tive que parar tudo. Vender meus equipamentos… foi uma das partes mais difíceis, porque a música sempre foi parte de quem eu sou.” Por um período, a doença não afetou apenas o corpo, mas também sua identidade. Leia também  “Com o Parkinson, vem muita apatia.

Mas com a Cannabis, ele tem mais disposição e interesse pelas atividades” Cannabis medicinal como alternativa terapêutica Diante das dificuldades com o tratamento convencional, André buscou outras possibilidades de cuidado. Foi nesse contexto que iniciou o uso de Cannabis medicinal.

Após avaliação clínica, passou a utilizar o óleo, com prescrição médica e acompanhamento profissional( etapa essencial para garantir segurança e ajuste individualizado do tratamento). Melhora dos sintomas e redução de medicamentos Segundo André, as mudanças começaram a ser percebidas nos primeiros dias de uso.

Entre os principais efeitos relatados estão a redução da rigidez muscular, melhora das dores e maior controle dos tremores. Ele também observa avanços na fala, na mobilidade e na estabilidade corporal. “Com o uso do óleo, eu consegui voltar a me movimentar melhor e ter mais controle do meu corpo”, conta. Outro ponto importante foi a redução significativa no número de medicamentos utilizados ao longo do dia.

“Antes eu tomava muitos remédios. Hoje, com acompanhamento médico e o uso do canabidiol, consegui diminuir bastante.” Qualidade de vida e retomada da autonomia Mais do que o controle dos sintomas, André destaca o impacto do tratamento na sua vida como um todo. “Antes eu sobrevivia.

Hoje eu consigo viver.” Segundo ele, o uso da Cannabis medicinal contribuiu não apenas para o alívio físico, mas também para uma melhora no bem-estar geral, permitindo retomar atividades e ter mais autonomia no dia a dia. Música, propósito e impacto social Com a melhora dos sintomas, André também conseguiu retomar uma parte importante da sua identidade: a música.

Baterista desde a adolescência, ele havia se afastado completamente após o diagnóstico. Ao recuperar movimentos e qualidade de vida, voltou a tocar e passou a usar a música como ferramenta de enfrentamento da doença. A iniciativa evoluiu para um projeto social voltado ao acolhimento e à troca de experiências com outras pessoas que convivem com o Parkinson.

Hoje, ele integra um instituto que atua na conscientização e no apoio a pacientes, além de compartilhar informações sobre a condição e possibilidades de tratamento. “Depois que eu comecei a melhorar, eu percebi que podia ajudar outras pessoas também.

Isso deu um novo sentido para tudo.” Importante!  Para quem busca entender se a Cannabis medicinal pode ser uma alternativa no tratamento de condições como o Parkinson, o primeiro passo é a avaliação com um médico.

No portal Cannabis & Saúde, é possível agendar consultas com profissionais experientes, que realizam uma análise individualizada e orientam sobre as possibilidades de tratamento de forma segura e responsável.

Créditos: Cannabis & Saúde.