Em 2026, para a celebração do Dia Mundial da Segurança do Paciente, comemorado no dia 17 de setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o lema “Cuidado seguro para a vida!”. A campanha chama atenção para pessoas que convivem com condições de longa duração e precisam de tratamento contínuo, às vezes por toda a vida.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, mais de 240 milhões de pessoas nas Américas vivem com pelo menos uma doença não transmissível. Condições como câncer, diabetes e doenças respiratórias estão nesse grupo. Nesse contexto, destacamos a importância da segurança do paciente para pessoas que utilizam medicamentos à base de Cannabis.
Segurança começa pela composição do produto Em 2026, a Anvisa atualizou regras relacionadas à produção e ao acesso a derivados da Cannabis para uso medicinal. A Agência destacou a criação de mecanismos de controle sanitário para que produtos seguros cheguem às pessoas. Durante a revisão da regulamentação, a Anvisa apontou a necessidade de conhecer e controlar as quantidades de canabinoides nos produtos.
Também destacou a importância de acompanhar essas características lote a lote. Canabidiol (CBD), tetrahidrocanabinol (THC) e outros compostos da planta produzem efeitos no organismo. Por isso, é importante saber em que quantidades eles estão presentes no produto utilizado pelo paciente. Outro conceito importante nas novas normas é a rastreabilidade.
Ela permite acompanhar a origem dos insumos e o caminho percorrido pelo produto até chegar ao paciente. Acompanhamento contínuo durante o tratamento A própria OMS orienta pacientes com doenças crônicas a manter informações atualizadas sobre seus medicamentos e conhecer a forma correta de utilizá-los. Também recomenda identificar sinais de alerta e saber quando buscar ajuda.
No caso dos medicamentos à base de Cannabis regularizados pela Anvisa, a segurança não termina quando a receita é emitida. A resposta do paciente, possíveis efeitos adversos e mudanças no tratamento precisam continuar sendo avaliados. Além disso, tratamentos contínuos frequentemente envolvem o uso de mais de um medicamento ao mesmo tempo. Nesses casos, outro ponto precisa ser observado: as interações medicamentosas.
Quando tomados oralmente, o CBD e o THC são processados pelo fígado e podem participar de interações com outros medicamentos. Os medicamentos orais à base de Cannabis inibem a atividade das enzimas CYP e podem alterar a velocidade com que algumas substâncias são metabolizadas.
Por isso, um dos cuidados mais importantes é informar ao profissional de saúde todos os medicamentos utilizados, inclusive aqueles prescritos por outros médicos. Suplementos e outros produtos de uso contínuo também devem ser mencionados.
Cuidados que acompanham o paciente Para quem utiliza medicamentos à base de Cannabis em tratamentos contínuos, alguns cuidados devem acompanhar todo o tratamento: conhecer a procedência e a composição do produto; seguir a orientação de uso; informar ao profissional todos os medicamentos utilizados; e comunicar efeitos inesperados ou mudanças na resposta ao tratamento.
Essa lógica está relacionada à mensagem escolhida pela OMS para o Dia Mundial da Segurança do Paciente de 2026. No Brasil, a Anvisa autoriza o uso de medicamentos à base de Cannabis com prescrição médica. Aqueles que desejam iniciar um tratamento com esse tipo de produto devem buscar orientação profissional.
Por meio da plataforma de agendamento do Cannabis & Saúde, é possível marcar uma consulta presencial ou por telemedicina com médicos experientes nesse tipo de abordagem.
