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Cannabis melhora o sono mesmo sem tratar insônia diretamente

Cannabis & Saúde 07/04/2026 14:51

Um estudo publicado no Journal of Cannabis Research analisou como a qualidade do sono muda ao longo de um ano após o início do uso de medicamentos à base de Cannabis. Os resultados indicam que houve melhora significativa já nos primeiros três meses, com manutenção desse efeito ao longo de 12 meses. Mas há um ponto importante: não se trata de um estudo sobre insônia.

Os participantes buscavam tratamento para outras condições de saúde, principalmente ansiedade, dor crônica e transtorno do estresse pós-traumático (TEPT). Os problemas de sono apareciam como sintomas associados. Por que o sono aparece como sintoma Distúrbios do sono estão entre os sintomas mais frequentes relatados por pacientes que buscam melhora com tratamentos com compostos da Cannabis.

De acordo com o estudo, pessoas com dor crônica e transtornos psiquiátricos costumam apresentar dificuldades para dormir, seja para iniciar o sono, mantê-lo ao longo da noite ou alcançar um descanso de qualidade. As noites mal dormidas podem agravar outros sintomas, como fadiga, piora do humor e redução da qualidade de vida.

Por isso, o cuidado com o sono aparece como um objetivo relevante no tratamento desses pacientes. Como o estudo foi conduzido A pesquisa acompanhou 137 adultos que iniciaram o uso de medicamentos à base de Cannabis com acompanhamento médico. A qualidade do sono foi medida por meio de um questionário validado (PSQI), aplicado no início do estudo e depois em intervalos de três meses.

Os resultados mostraram que: • A qualidade do sono melhorou após o início do tratamento • A maior mudança ocorreu nos primeiros três meses • Os ganhos foram mantidos até o final de um ano Além disso, os pesquisadores observaram melhora em diferentes aspectos do sono, como: • Tempo para adormecer • Duração total do sono • Interrupções noturnas • Impacto no desempenho durante o dia Quem eram os participantes da pesquisa Os participantes não tinham como diagnóstico principal um distúrbio do sono.

Eles foram incluídos no estudo por iniciarem o uso de medicamentos à base de Cannabis para outras condições, principalmente: • Transtornos de ansiedade (cerca de 69%) • Dor crônica (43%) • TEPT (19%) Importante: alguns participantes tinham mais de uma condição ao mesmo tempo, então essas porcentagens podem se sobrepor. Todos apresentavam má qualidade do sono no início da pesquisa.

Portanto, as melhoras observadas no sono têm potencial para contribuir também para o tratamento dos problemas de saúde de base. O que os resultados indicam na prática Os resultados sugerem que os medicamentos à base de Cannabis podem estar associados a melhora do sono em pacientes com diferentes condições clínicas, especialmente quando a insônia é um sintoma secundário.

Na prática, isso pode indicar que: • O sono melhora como parte do tratamento global do paciente • Os efeitos podem surgir relativamente rápido, logo nos primeiros meses No entanto, para entender melhor o papel dos compostos da Cannabis no sono, os pesquisadores apontam a necessidade de novos estudos que incluam análise detalhada de dose, frequência e formulação.

Um efeito secundário que pode fazer diferença Os achados dessa pesquisa destacam a melhora no sono como um resultado secundário dentro de um tratamento mais amplo. Porém, esse “efeito colateral benéfico”, dependendo do caso, pode contribuir para uma melhora na qualidade de vida e na adesão ao tratamento principal.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o uso de medicamentos à base de Cannabis com prescrição médica. Então, se você ou alguém próximo deseja incluir derivados da planta na sua rotina de cuidado, busque orientação especializada.

Por meio da plataforma de agendamento do Cannabis & Saúde, é possível marcar uma consulta presencial ou por telemedicina com médicos experientes nesse tipo de terapia. O profissional deve fazer uma avaliação cuidadosa para recomendar a melhor dose e formulação para cada caso individualmente.

Créditos: Cannabis & Saúde.